Sobre nada e tudo ao mesmo tempo,
Sobre a confusão do ser e do não-ser,
Sobre a harmonia do amor e do ódio.
18 de outubro de 2010
Chorar para o papel.
Despreocupado com a forma, com a rima, com a história e até com o conteúdo. Quando meus sentimentos superam minha escassa criatividade, eu venho chorar para o papel do mesmo jeito que sempre venho quando o tédio supera qualquer coisa ou só quando se faz o mínimo presente. Mas eu já cansei de me entristecer, de chorar por nada, de falar do vazio e da dor. Será que vai ser assim pra sempre? Até meus relapsos de alegria estão indo embora e é cômico quando os tenho porque parece que nada vai me abalar, que sentir-se bem estando sozinho é fácil. Mas não, não pra mim. Eu sou frágil e bobo. Bobo apaixonado, bobo romântico, bobo carente. Venho esperando alguém para me completar e mudar o curso de minhas palavras, mas não vem ninguém e enquanto eu respirar, não sobrarão oportunidades para eu chorar para o papel. Vou estar sempre aqui, incansavelmente, falando das coisas de sempre. A felicidade é passageira mas seu oposto é infinito. E só pode ser mascarado por amor. E cadê meu amor? Perdeu-se. Ou talvez nunca tenha existido.
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