Sobre nada e tudo ao mesmo tempo,

Sobre a confusão do ser e do não-ser,

Sobre a harmonia do amor e do ódio.

12 de agosto de 2010

Monstro do vazio que preenche

Vazio que me perturba, vindo de um lugar da escuridão
O famigerado negrume de debaixo da cama
Que aflige, destrói, tortura, em sanguinolenta assolação
Um monstro, debaixo da cama, preenchendo meu vazio.

Não é dor, não é saudade, nem ausência eu posso apelidar
É um nada, que me transforma, me difama
Minha espinha foi rasgada, garras animalescas a me lacerar
Impede-me os movimentos, ferimentos trazem-me frio.

Continue nessa batalha, incessante, até a cova
O inverno de meu peito ainda sofrerá com a chama,
A quente e confortante labareda que renova
As profundas esperanças já perdidas deste meu mundo doentio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário