Sobre nada e tudo ao mesmo tempo,

Sobre a confusão do ser e do não-ser,

Sobre a harmonia do amor e do ódio.

31 de julho de 2010

Meu monstro de estimação, me mate!

 Encosto minha cabeça, a dor em meu peito está crescendo. Parece que há um monstro tentando se desvencilhar do meu coração, mas suas garras estão cegas, não conseguem cortar minha carne. O que tanto desejo! Então escorra, maldito! Escorra pelos meus olhos, como sangue, como lágrimas. A vontade de tirá-lo de dentro de mim é tão grande, minha face é o reflexo do meu esforço, saia daí criatura maldita! É irônico. Tenho-o, para me perturbar, mas ao mesmo tempo me sinto tão vazio. Um problema, uma solução. Mas essa solução não é suficiente, ela é transitória e irreal. Pare de me iludir, morra. Minha raiva, minha tristeza, minhas lágrimas, minha morte: nada disso vai te trazer para perto de mim, doce ajuda de minh’ alma, mais perto do que você já está. Mudanças estão por vir? Pífias ilusões. Quando tudo parece melhorar, minha vida desmorona de novo. Perdi a conta de quantas vezes desmoronou, está me cansando. Está escorrendo, mas eu sei que não vai ser de verdade, continuará dentro de mim me atormentando, espero que não seja eterno. As lágrimas agora confundem-se com o fundo do poço o qual estou. Por quanto tempo você, vida desgraçada, demorará a me jogar até o fim do poço de uma vez? Seja rápida, estou quase pulando de uma vez.

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