O copo está cheio, uísque amargo
O cansaço está no limite
De tudo, só faz sentido o marrom do copo.
Que vontade, aquela de sempre:
Sumir, nunca mais viver,
Afinal, só existo.
Uma cicatriz aberta,
Um coração ainda pulsando
Por ninguém vivendo, apenas existindo.
A cortesã de volumosos seios
O meu sujo dinheiro não paga mais,
Nada me satisfaz mais.
Os amigos, foram todos
Abandonando-me, eu fiquei
Na sombra da solidão.
Está frio, daquele ruim
E não há nada, nada no mundo
Que aqueça o meu peito.
Amores passados, frustrados, cansados
Toques e beijos que não tenho mais
De mãos e bocas frias ainda em minha mente.
Procuro, sonho, olho para todos os cantos
Eu quero minha paz,
A paz idealizada, além do uísque.
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