Contra o homem e seu amor,
Contra Deus e o Inferno,
Contra qualquer'um que O clame.
Meu peito se rasga em dor,
Em sofrimento do cárcere eterno.
E o sangue que pulsava forte
Espalhou-se por meu tórax.
Essa moléstia coagulada tira-me o medo,
O negro medo de morte.
Choro, para o chão, por horas.
A cura para o ferimento é um simples arremedo.
Seu cheiro fétido de rosas rosas,
Sua presença asquerosa em minha mente,
Tudo está tão perfeito.
Meu olho sangra, ao som de canções melosas
Sangra também meu punhal, indo à descente.
Desce em ti, meu amor putrefeito.
Espero que minha angústia justifique
A sua vida pela minha,
Afinal, se não recorda, foi meu coração pelo teu.
Talvez, agora, minha alma fortifique
Com tua morte, sozinha.
E só e para sempre, me encontro com Morfeu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário