Sobre nada e tudo ao mesmo tempo,
Sobre a confusão do ser e do não-ser,
Sobre a harmonia do amor e do ódio.
27 de setembro de 2010
Andar é melhor que chorar.
Agora. Deixamos o passado, ali, entre árvores e gritos e pessoas ao chão. Estamos caminhando entre caveiras e bebidas. Estamos rindo e chorando. Estamos apenas indo longe dali. Aquela dor, de poucos instantes atrás, está guardada. Mas ainda dói. E não é só a dor, tem felicidade, tem paz, tem preocupação, tem muita coisa misturada neste caleidoscópio de sentimentos. Eu estou confuso, assim estão todos. E sabemos também que nada será como antes. Se transformará em uma cicatriz, que nunca vai se fechar direito, como se alguém tentasse abri-la mais a cada dia. Braços e beijos, palavras e choros, que aliviam de mentira. E aquele remédio que alivia de verdade? Não existe, não encontramos ainda. Mas vamos, até o fim, sem se separar, sem nada mudar. Vamos continuar essa caminhada dolorosa que não leva a lugar nenhum. Afinal, o mundo nos deixou perdidos. E nesta tentativa vã de se achar, morremos.
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