Sobre nada e tudo ao mesmo tempo,

Sobre a confusão do ser e do não-ser,

Sobre a harmonia do amor e do ódio.

28 de agosto de 2010

Uma esperança no invisível.

 A tristeza é um sentimento estranho. Vem sem motivo nenhum, quando a vida parece ser fácil de ser entendida e não há motivo para chorar. Vejo meus amigos, me apresentando um jeito novo de viver, sem razão para a angústia; mas eles falham, miseravelmente, cada um deles. Essa carência que me mata por dentro, essa incapacidade de ter a sensação de alma completa... Textos sem autores que eu vi, por aí. Pessoas felizes, sem ninguém por perto, namorando a si mesmo pelo parque verdejante. Jovens promíscuos, sentindo-se felizes com suas drogas, envergonhando a humanidade. Coisas do mundo. Parece que é fácil viver assim, sem lágrimas e sem amor, mas nasci com outros sentimentos, outros propósitos, outras necessidades. Criei outros gostos, outros problemas, outras ideias. Inventei a mim mesmo. E procuro por alguém igual; penso que devo criar essa pessoa e às vezes ela aparece em minha mente, minha Julieta sem rosto nem voz. Fico aqui, com a fé de um cristão fervoroso, esperando por minha amada escondida nas sombras do mundo. Meu cappuccino me completa esta noite, meu pranto nem chegou e talvez eu possa prevê-lo, meu filme falha em me lembrar dessa vida alternativa, sem mágoas de um passado já esquecido. Sem lembranças de um amor não vivido; vou suportando até quando aguentar e depois disso, aguentar um pouco mais.

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