Sobre nada e tudo ao mesmo tempo,

Sobre a confusão do ser e do não-ser,

Sobre a harmonia do amor e do ódio.

20 de agosto de 2010

Ciclo do Amor.

 Acaso, coincidência, Deus, Moiras, alinhamento de planetas. Um dia qualquer, um oi qualquer. Conversas, risadas, amizade. Mais risadas, um choro, um consolo. Abraços e beijos, de companheirismo. Um beijo de despedida, o rosto se vira, um descuido. Rostos vermelhos. Momentos de vergonha, amizade novamente. Mais um abraço, mais um beijo, sem medo agora. Cumplicidade: o que fazer? Prosseguimento. Isolamento de apaixonados, juras de amor eterno, carinhos. Carícias, beijos na cama, arrepios. Ciúmes. Uma briga... E beijos, de entendimento. Distância. Um choro de dois... E beijos, de saudade. Descomprometimento. Outra briga... Um abraço respeitoso. Palavras que não deveriam ser ditas... Desapontamento, irritação, raiva. Uma parte se vai. Dias, semanas, meses se vão. Um perdão. Paixão de novo. Paixão demais. Almoço em família, alianças prateadas, dormir de conchinha. Meses, tédio. "Será assim pra sempre?". Tudo muda. Sem necessidade, sem carinho, só amor silencioso. Sem amor. Duas partes se vão. "Não é assim pra sempre". Anos. Outro dia qualquer, outro oi qualquer. Amor, de novo.

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